(Auto-entrevista – publicada em 2006, revisada em 2015)
1. Sua formação é engenharia; ¿quando, e por quê, você se decidiu a escrever livros?
– Muito antes de pensar em escrever um livro eu já tinha me dado conta da importância do conhecimento para a minha própria vida. Daí passei a ler sobre diversos assuntos, como: psicologia, sociologia, filosofia, ecologia... Eu só comecei a escrever quando percebi que poderia acrescentar alguma coisa ao conhecimento adquirido...
2. Você disse que já tem 21 trabalhos concluídos. Qual a sua linha de trabalho como escritor?
– Eu já experimentei várias formas de escrever. Comecei escrevendo crônicas para jornais (geralmente textos críticos); meus dois primeiros livros foram compilações de minhas pesquisas; escrevi também algumas narrativas, contos e até poesia. Nestas experimentações eu obtive retorno positivo (elogios) em todas elas. Até mesmo na poesia e na música.
Mas eu me considero, acima de tudo, um filósofo; no sentido de que procuro analisar profundamente o conhecimento que busco em minhas pesquisas. Não basta que a tradição, a crença, e até mesmo um grande pensador, me apresente uma ‘verdade’, para que eu a aceite como tal. Pra mim, todo pensamento tem que passar por um processo dialético de tese, antítese e síntese. Acho que esta é uma grande diferença do meu trabalho para muitos trabalhos semelhantes ao meu; mas que se baseiam em paradigmas, no mínimo, duvidosos. O meu paradigma é filosófico-científico, e, portanto, não aceita crenças de qualquer natureza. Tudo que não é, ou ainda não pode ser comprovado, não pode ser considerado como Verdade (com vê maiúsculo). Mesmo assim, pode ser considerado como provável, improvável ou quase impossível – para não ser tão absoluto.
3. Mas você também escreveu livros sobre viagens; e isso não me parece ter muito a ver com filosofia...
– É verdade. Mas tem a ver, sim, com filosofia de vida. É claro que estes trabalhos não se destinam a um leitor-pensador, mas a um leitor curioso; a um leitor que quer apenas viajar nas páginas de um livro e se emocionar com certas aventuras, como se estivesse presente... Mesmo assim eu procuro ser coerente, e sempre tento passar alguma mensagem de crítica ou sabedoria... Paulo Coelho já fez isso, um dia eu chego lá (risos)...
4. Voltado aos assuntos sérios. Você disse que tem pelo menos quatro de seus livros que você considera imprescindíveis para todos. ¿Como você pode achar que as pessoas vão dar a um determinado assunto a mesma importância que você dá?
– Estes assuntos são da maior importância porque fazem parte da vida de qualquer pessoa. Qualquer pessoa quer alcançar algum objetivo na vida; quer realizar algum sonho, algum desejo... Como Realizar Sonhos e Desejos é um livrinho com menos de 50 páginas que, de forma simples e direta, ajuda a pessoa a refletir sobre o que ela quer; porque ela quer; se vale a pena conseguir; e, principalmente, como fazer para conseguir.
Encontrar a felicidade todo mundo quer, mesmo que não saiba disso, e relações humanas é quase tudo na nossa vida... O meu primeiro livro se chama: A busca da Felicidade através das Relações Humanas...
Outro livro, que considero muito importante se chama: Vencendo a Morte – Uma análise filosófica. Não preciso nem dizer que todos vamos morrer um dia; e antes de morrer ainda vamos ter que encarar a perda de pessoas próximas... Mas, mesmo tendo como tema principal a morte, este é um livro que trata da Vida; e de como superar as dificuldades que a mesma apresenta; de como superar o medo, a dor e até mesmo a morte – que faz parte da Vida...
O livro Utopia Real – “Um outro mundo é possível” não trata de questões individuais, mas de problemas sociais. Somos todos parte de uma sociedade, e os problemas desta sociedade – miséria, desemprego, violência, etc. – nos afetam, direta ou indiretamente, mas cedo ou mais tarde. Portanto, cabe a nós nos unirmos para resolver nossos problemas. E o mais incrível deste livro é que suas propostas são simples e podem realmente tornar o nosso mundo muito melhor – isso já foi comprovado depois de anos de discussões...
Alguns dos meus livros não são tão importantes só porque eu os escrevi; na verdade eu só os escrevi porque OS ASSUNTOS TRATADOS É QUE SÃO IMPORTANTES – IMPRESCINDÍVEIS, eu diria.
5. Bom, não há dúvida que assuntos como relações humanas, organização social, etc., são importantes; mas o que o faz pensar que seus livros são melhores do que os muitos que já foram escritos sobre tais assuntos e por pessoas até muito mais qualificadas?
– Meus livros talvez não sejam os melhores, mas provavelmente são os mais completos. É que o meu trabalho se baseou em pesquisas no que eu encontrei de melhor em cada assunto. O que eu coloquei nos meus livros não são apenas idéias minhas; são idéias que estão de acordo com os maiores pensadores de toda a humanidade...
6. Então você está apenas repetindo o que outros já disseram?..
– Absolutamente! Além de ser uma compilação de outros livros, o meu trabalho acrescenta novidades; muitas vezes surpreendentes. Estas novidades surpreenderam inclusive a mim mesmo. Tanto que eu cheguei a duvidar de que não houvesse algum erro na minha interpretação. Mas os anos de discussões, com pessoas esclarecidas – principalmente pela internet – me deram a segurança de que o meu trabalho é bastante confiável.
7. Se o seu trabalho é tão interessante e importante, por quê ele ainda não foi reconhecido como tal?
– Por várias razões. Talvez a principal delas seja a de que eu ainda não tive uma boa oportunidade de fazer uma divulgação mais ampla do meu trabalho. Além disso a minha editora é pequena e tem pouco alcance de comercialização e divulgação. Mas, o maior problema que eu enfrento é a minha falta de tempo para me dedicar a projetos que podem divulgar mais e melhor as minhas obras. Não tenho dúvida, porém, de que estas limitações são momentâneas e que um dia – espero que seja em breve – poderei contar com uma divulgação mais eficiente... Os resultados práticos de alguns de meus projetos não deixarão nenhuma dúvida a respeito da qualidade do meu trabalho. Já tenho resultados muito bons para a minha vida pessoal (quem me conhece sabe), mas sei que um reconhecimento maior só virá quando meus projetos sociais derem os resultados esperados. Infelizmente, isso não depende só de mim, mas principalmente, de quem detém mais poder... De qualquer forma, eu já estou tendo retorno dos meus empreendimentos; e já encontrei o caminho para chegar onde pretendo. Chegar lá é só uma questão de tempo – mesmo que ainda possa levar algum tempo (talvez alguns anos), pela minha previsão...
8. Você disse que o seu livro mais importante ensina como realizar sonhos e desejos. Qual a sua ‘receita’ para um escritor de sucesso?
– Em primeiro lugar escritores de sucesso são raríssimos. Se alguém pretende escrever para ter sucesso pode se decepcionar. Escrever é botar pra fora sentimentos, opiniões, críticas, idéias, estórias, fantasias... Qualquer um que queira colocar isso no papel pode ser um escritor. O sucesso pode ser uma conseqüência do quão verdadeiros conseguimos ser ao escrever, e do quanto as nossas “verdades” encontram eco nos outros. Um bom escritor jamais vai querer enganar os outros – muito menos a si mesmo – nem vai querer escrever para agradar a este ou àquele grupo. Se ele não conseguir agradar a si mesmo, provavelmente não vai conseguir agradar ninguém...
Antes de começar a escrever é preciso ler. E ler muito! Tem que se estar com a cabeça aberta a novos conceitos e verdades – mesmo quando elas contrariam as nossas...
Quando nossa autocrítica nos permite tornar público nossos escritos, é isso que devemos fazer – sem esquecer que quando se escreve para outros, se está sujeito tanto a elogios quanto a críticas. As críticas devem servir para se aperfeiçoar o nosso trabalho – eu mesmo, tenho muito a agradecer aos meus críticos – e os elogios servem como estímulo para se seguir em frente. Se a pessoa está segura de que seu trabalho é bom, o próximo passo é divulgá-lo e buscar um reconhecimento maior...
As pessoas devem sempre procurar fazer cada vez melhor o que podem fazer de melhor – de preferência que lhes dê maior satisfação – e não só aquilo que dá mais dinheiro ou que traz sucesso.
Eu nunca me preocupei em fazer sucesso. Eu tento ser verdadeiro; tento adquirir conhecimento que possa melhorar a minha vida e o meu mundo. Se o que eu aprendi está sendo bom pra mim, aí eu tento compartilhar com os outros...
A minha maior ambição, como escritor, é poder tornar o mundo melhor e as pessoas mais felizes – não porque eu seja ‘bonzinho’, mas, principalmente, porque eu sei que um mundo melhor para todos, também é um mundo melhor para mim; e fazer as pessoas felizes é a melhor maneira de ser feliz.
Cada vez que eu recebo um elogio pelo meu trabalho – e eu já recebi muitos – eu me sinto mais realizado e com mais força para seguir em frente...
E é por isso que continuo a escrever: porque sei que é isso que posso fazer de melhor – tanto para mim quanto para os outros. Não há satisfação maior, e nem dinheiro que pague, a gente saber que o nosso trabalho é digno de valor e reconhecimento.
Cada trabalho é digno quando contribui para melhorar a vida dos outros. Mesmo quando não há o reconhecimento disso, basta a nossa consciência do dever cumprido para que a gente possa terminar o dia e dormir em paz. É isso que eu faço; e é isso que vou continuar fazendo enquanto eu achar que ainda posso dar alguma contribuição.
Quando eu achar que nada mais posso fazer, então eu me aposento. Mas enquanto isso não acontece...
Celso Afonso Brum Sagastume
Autor dos livros:
- A busca da Felicidade através das Relações Humanas (esgotado)
- Utopia Real (esgotado)
- Como Realizar Sonhos e Desejos (esgotado)
- Reflexões sobre a Vida (R$ 15,00)
- Vencendo a Morte - Uma análise filosófica (R$ 20,00)
Para saber mais, faça uma busca na internet, ou entre em contato...
E-Mail: celsoabs@bol.com.br
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com/2012/01/celso-afonso-brum-sagastume-escritor.html
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